A RTP e a Cabovisão fecham acordo para a distribuição dos canais temáticos do Grupo RTP (RTP N, RTP África e RTP Memória) através da rede deste operador de telecomunicações. A Cabovisão é actualmente o segundo maior operador de cabo a nível nacional, com 230.000 subscritores, e disponibilizando serviços de televisão por cabo, telefone fixo e internet de banda larga. O acordo agora estabelecido entre as duas empresas, que visa a distribuição dos canais temáticos do grupo RTP via cabo, define as condições de remuneração para a RTP e é válido para o período compreendido entre 2004 e 2006.
O comunicado de imprensa da RTP não acrescenta mais nenhuma informação. O processo de negociação com o distribuidor TV Cabo, detentor da posição dominante no mercado, está atrasado. Ao disponibilizar o canal RTP Memória na rede da Cabovisão, a RTP tentará persuadir a TV Cabo a incluir este canal na oferta do seu serviço básico, à semelhança de outros canais estrangeiros como o AXN que foram pioneiros da rede Cabovisão e que, fruto das boas audiências, levaram a TV Cabo a incluí-lo e a promové-lo na panóplia de canais disponibilizados.
Na opinião de alguns críticos, desde o anúncio formal da RTP Memória, a criação deste canal temático demorou muito tempo e já não faz sentido, tento em conta a actual programação generalista. A RTP 1 está a repetir os mesmos programas, de que são exemplo séries de concursos recentes a serem emitidos de novo como se de uma segunda ou terceira séria se tratasse. Algumas notícias referem que só a partir de Dezembro voltará a haver produção dos mesmos e que até lá serão servidas as doses findas. Os críticos referem que a RTP 1 estaria a prestar um melhor serviço se transmitisse o melhor do que está previsto para a RTP Memória - sem repisar concursos de cultura geral onde o apresentador parece saloio ao referir-se como novidade a um evento do ano passado. A continuidade do mesmo formato em antena dava à percepção ao espectador de estar a ver um novo episódio que afinal estava a ser revisto sem informação prévia e, afirmam os críticos, «sem respeito pelos profissionais» que os concebem.
Sem comentários:
Enviar um comentário