sexta-feira

Índice take a look®

A revista Meio.TV orgulha-se de apresentar o Índice take a look®. O posicionamento e a oferta em antena das empresas que produzem televisão encontra-se agora reunido numa tabela hipertexto, editada em inglês, para chegar a um público profissional mais vasto e interessado em Portugal.

O mercado de produção televisiva de entretenimento não-ficcionado deu sinais de crescimento no arranque do ano, em todos os canais, à excepção da TVI. O final da Quinta das Celebridades permite que novos produtos sejam transmitidos em horário nobre pela concorrência. A SIC e a RTP prepararam-se para, na janela de tempo que se segue, apresentar novas propostas de criatividade nacional antes do regresso do rurality show no segundo trimestre.

Estas são algumas das tendências na forma como se faz televisão que o Índice take a look®, acessível em www.takealook.tv, vai permitir observar.

Já sabemos as conclusões e vamos analisar as consequências. Entre os canais generalistas, a TVI ganhou no primetime em 2004, a SIC continua a ganhar o dia em 2004 mas com menor margem face a 2003. A RTP 1 foi a estação que mais pontos percentuais cresceu. O interesse dos portugueses tem vindo a repartir-se pelos três operadores que, forçados pelo mercado, não se vão limitar às múltiplas repetições na programação. A antevisão é de um maior investimento em produções externas em 2005.

Existem mais de 50 produtoras independentes com actividade em Portugal e menos de metade têm novos programas em antena neste mês de Janeiro. As grelhas de todos os canais portugueses, temáticos incluídos, vão fomentar o crescimento. Na distribuição por cabo aguardam-se novos canais da TVI e, dos existentes da SIC, espera-se menos enlatados estrangeiros e mais aposta em programas de cá, a baixo custo é certo, mas feitos em Portugal.

As produtoras têm de se renovar. Haverá excesso de empresas na área e excassez de oferta, faltam propostas, procura-se ideias viáveis e os projectos em carteira não avançam - «é o sintoma da crise», dizem alguns. Nem todas as produtoras têm trabalho, a maior parte já não produz para televisão há muito tempo e só as mais dinâmicas vão sobreviver. A tecnologia, com a edição digital, permite trabalhar com custos de produção muito inferiores e alcançar competitividade empresarial e ganhar dimensão neste pequeno mercado que se quer grande.

Votos que 2005 seja o melhor ano de sempre e com muito trabalho!

José Machado

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